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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Post solitário de agosto

Pela primeira vez, desde que iniciei o blog, haverá apenas uma única postagem no mês e, ainda assim, no último dia. Não me sinto triste por isso dada a situação extraordinária deste mês de agosto. Além do mais, não senti absolutamente vontade alguma de escrever: escrita por escrita não vale nada.

Foram trinta dias difíceis, sobre os quais devo escrever em partes, iniciando da difícil decisão de parar meu trabalho na escola e entrar de licença, até a morte de meu pai, ocorrida no dia 26, quinta-feira passada. Esse fato é mais do que uma notícia lúgubre e trágica para minha família, trata-se do fim de um ciclo que me traz uma grande diversidade de lembranças, a maioria melancólicas, que vão desde o meu primeiro sinal de consciência até a maturidade.

Confesso que ainda agora estou desanimado de engajar-me na escrita. Tenho me sentido cansado e desanimado o tempo todo; como já repeti para várias pessoas, eu não esperava que essa história tivesse esse desfecho. Sombras do metodismo que herdei do velho: eu e ele sempre tivemos grande dificuldade de encarar situações que fugissem ao nosso controle, que não pudesse ser medidas e racionalizadas. A morte é o terror do metódico, não por sua essência mórbida, mas por não poder ser controlada ou revertida.

sábado, 31 de julho de 2010

Ilha Grande – jul/2010

Algum dia, ainda não será hoje, eu tenho de escrever um artigo decente sobre Ilha Grande. Além de ser apaixonado pelo lugar, depois de visitá-lo tantas vezes, creio ter gabarito suficiente para descrever suas belezas e compartilhar com o amigo leitor dicas importantes sobre como curtir ao máximo esse paraíso na Terra. Contudo, esse terá de ser um texto muitíssimo bem escrito, para qual será necessário dedicar tempo e pesquisa, algo que realmente eu não pretendo fazer agora.

Na metade do recesso Dani e eu decidimos, de supetão, voltar à ilha que só nós traz boas lembranças e alegria. Dessa vez, pretendíamos fazer a trilha para Lopes Mendes desde a Vila do Abraão, o que daria umas três horas e meia de caminhada. Infelizmente, choveu muito no dia em que iríamos fazer a trilha (além da Dani ficar com aquele problema técnico inerente às mulheres), por isso decidimos fazer a trilha para Dois Rios, que é mais larga e menos difícil em dias chuvosos. Foram mais de duas horas de caminhada, a primeira metade sob chuva intensa, tornando essa uma de nossas maiores aventuras na Ilha.

A Vila de Dois Rios é lindíssima, era o único lugar da Ilha que ainda não conhecíamos. Chegar lá não é para qualquer pessoa: não há transporte marítimo, ou seja, ida e volta dão um total de 18 quilômetros que devem ser percorridos à pé. Foi uma pauleira, mas valeu muito, muito a pena.

Nos dois dias seguintes fomos à Praia Preta e Abraãozinho, velhas conhecidas nossas. A primeira não estava tão legal como de costume, pois sua habitual tranquilidade foi perturbada por um número excessivo de turistas que insistiam em pescar em meio aos banhistas. Não chegou a estragar o passeio, mas a Praia Preta é melhor deserta.

Essa saída para Ilha Grande renovou profundamente nossas energias, colocando-nos finalmente no ritmo de recesso, quando o cérebro realmente descansa das tribulações da escola. Teríamos ainda mais uma semana de descanso, na qual também tiramos umas férias da academia para ficar fazendo nada em casa, algo essencial antes do reinício das aulas, na próxima segunda.

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Ghosts 'n Goblins – ZERADO!

Neste recesso eu consegui cumprir um de meus antigos projetos geek guardados na gaveta há alguns anos: zerar Ghosts 'n Goblins, o segundo jogo mais difícil da história dos videogames segundo este site. Clique aqui para saber mais sobre Ghosts 'n Goblins (em Inglês).

Admito que essa empreitada foi uma espécie de capricho da minha parte, afinal eu NUNCA havia terminado o jogo na minha infância porque era humanamente (e financeiramente) impossível completá-lo nos arcades. Perdi as contas de quanto dinheiro gastei em fichas sem nem chegar perto do final; mas hoje, com a ajuda do recurso instant save dos emuladores, que permite salvar o jogo em qualquer ponto, a tarefa passou de impossível para dificílima. Acrescento ainda que terminar esse game me trouxe muitas lembranças de moleque, quando matava aula para ir ao fliperama da Galeria Matilde em Bangu, um antro de pivetes e desocupados que se aglomeravam em torno dos então populares jogos de arcade.

Mas o que torna Ghosts 'n Goblins um game tão difícil? São três os motivos: o primeiro é a jogabilidade extremamente limitada. O personagem atira apenas para a direita e para a esquerda, o que faz com que inimigos aéreos sejam potencialmente perigosos; somando-se a isso há o fato de que, ao pular, não se pode controlar a distância ou mudar a direção: se você pulou para frente, seu personagem fará uma trajetória fixa, que não pode ser alterada, portanto, é preciso ter reflexos sobre-humanos para tomar a decisão correta em frações de segundo.

O segundo fator que torna esse jogo tão extraordinariamente difícil é a imprevisibilidade da movimentação da maioria dos inimigos: o diabinho vermelho, que aparece logo na primeira fase, é um dos maiores tormentos da história dos videogames, e ele aparecerá várias vezes mais durante o percurso. À época, foi preciso gastar algumas dezenas de fichas apenas para entender como matar esse desgraçado.

Finalmente, para sacramentar a pedreira, o personagem, Sir Arthur, só pode ser atingido uma vez, na segunda ele será reduzido a uma pequena pilha de ossos. Isso faz com que o jogador esteja constantemente tenso, pois não há espaço para erros.

Graças ao instant save eu consegui terminar o jogo, mas acredite, caro leitor, ainda assim não foi mole, foi praticamente um dia inteiro e incontáveis mortes até derrotar Satan, o capeta maldito que sequestrou a pobre princesa Prin-Prin. Foi uma satisfação tremenda ver a tela de end game, mesmo 20 anos depois.

Querendo se aventurar – e se tiver uma veia masoquista – baixe aqui o emulador e o game.

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terça-feira, 20 de julho de 2010

Fim de semana a La Leopoldina

Finda a última semana letiva do 1º semestre, poder-se-ia imaginar que o recesso começaria com um belo fim de semana de descanso. Ledo engano. As obrigações da Dani no Leopoldina viriam devorar parte do nosso recesso.

Na sexta-feira houve a festa junina da escola, que começou no início da tarde e foi terminar somente lá pelas 21:00h. Naturalmente, fui ao evento em solidariedade a Dani. Passamos o dia sentados numa barraca da festa, cuja brincadeira consistia em acertar uma bola na boca de um palhaço, missão dificílima até para os adultos. Vez por outra Dani tinha que sair para resolver alguma pendenga, o que tornou o dia ainda mais cansativo. Ao fim da festa, ainda passamos no shopping para trocar uma blusa minha que ficara grande demais e aproveitamos para tomar um chope e comer alguma coisa.

No sábado, Dani teve de sair muito cedo para o COC do Leopoldina. Eu dormi até mais tarde, aguardando sua volta para que pudéssemos fazer alguma coisa. Ela chegou triturada, o COC fora mais longo do que o esperado. Para não perdermos o dia, assistimos a Tekkon Kinkreet, um animé muito bom que descobri na net.

No último dia do fim de semana, que deveria ser entregue ao ócio, ainda tivemos uma última obrigação ligada ao Leopoldina: ir ao aniversário da diretora, cuja casa fica em Vila Nova, Campo Grande. Como esperado, tomamos uma verdadeira surra para encontrar o endereço, já que as ruas daquele bairro simplesmente não são sinalizadas por placas. A festa em si foi muito boa, muito vinho de qualidade e aperitivos de primeira, o problema é que o que precisávamos mesmo era descansar, ainda mais que hoje (segunda), Dani ainda teria de estar cedo na escola, já que ela terá de cumprir horário nesta primeira semana do recesso.

Hoje o dia não foi produtivo, o que já me deixa frustrado, pois dá a impressão de que o recesso ainda não começou. Amanhã pretendo acordar mais cedo e acertar algumas pendengas antes que esse período de descanso passe sem ser aproveitado.

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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Sobre a pauleira de fim de semestre

Falar sobre como se fica cansado e estressado ao fim do primeiro semestre é chover no molhado. Afinal, quem acompanha o Três por Cento está enjoado de me ouvir reclamar de como trabalhar com empenho e responsabilidade cansa. Entretanto, como esse foi um ano atípico, o peso desses últimos meses está acima do normal; vamos a um pequeno resumo.

Logo no início do ano houve o curso do SESC: metade de nossas férias foi devorada pela capacitação e pelas inúmeras reuniões posteriores. Os reflexos continuam até hoje, já que Dani e eu somos constantemente cobrados pelos colegas quando o assunto é EMI.

Em meados do segundo bimestre, quando a pauleira parecia ter diminuído, vieram as várias entrevistas que demos à Rede TV, Record, Globonews e Canal Futura. Trabalhos completos e bem elaborados num tempo recorde, à custa de nosso tempo livre e energia. No fim, colhemos os frutos, mas as cicatrizes ficaram.

Com o fim do semestre vêm as imensas pilhas de trabalhos e provas para correção. Num ano em que não houve pausa no trabalho intensivo, essas tarefas, que já são sacais por natureza, ganham peso redobrado.

O recesso está aí, na iminência de começar, mas é difícil relaxar quando se sabe que há tanto trabalho para fazer e apenas duas semanas de pausa. Tinha alguns planos para esses dias, como ler um livro e escrever algumas crônicas para o blog (coisa que não faço há meses), mas tenho andado desanimado, ainda mais sabendo que a Dani não terá recesso em seu novo cargo de coordenadora.

Vou tentar domar essa ansiedade para que eu não passe os próximos 15 dias reclamando da vida, afinal, esse descanso será essencial para que eu não surte até o fim do ano.

Ricota: sem útero e do mesmo jeito

Referente à primeira semana de julho

Já ouvi muitas pessoas dizerem, inclusive alguns veterinários, que a castração deixa o animal mais calmo. Como não há mais produção de hormônios, o bicho não entra mais no cio, ficando mais sedentário e até mesmo ganhando peso. Esse foi um dos principais motivos que me levaram a esterilizar a Ricota, uma das cadelas mais hiperativas e endemoniadas que eu já vi.

Depois de quase duas semanas de cuidados e frescuras dignos de um doente humano, no último dia 6 levei a criatura para remover os pontos no trailer da Bicho Rio. O fato de ela ter me rebocado o caminho inteiro, como de costume, já me causou certo desânimo. O veterinário, dr. Alexandre, elogiou os cuidados dispensados ao animal e afirmou que a recuperação fora excelente. Pontos removidos, fiz o caminho de volta, a bicha me rebocando. Cadê a tal calma em que ela ficaria?

Já em casa, livre do enforcador, ela deu aquela costumeira disparada, tão rápida e potente que as patas deslizavam sobre o piso do quintal, correndo desembestada pelo corredor até os fundos, e dos fundos de volta à frente. E de novo, e de novo...

Fica, então, registrado o resultado dessa experiência: não acredite nesse papo de que um animal hiperativo fica mais calmo depois da castração, isso não aconteceu com a Ricota e nem com o Saci, ou seja, duas falhas em duas tentativas. Naturalmente, a castração não deixa de ser um procedimento importantíssimo, especialmente no caso das fêmeas, que terão reduzidas as chances de desenvolverem vários tipos de câncer. Concentre-se, portanto, neste objetivo, já que esterilizar um animal para deixá-lo mais calmo não parece ser eficiente como afirmam por aí.


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A filha da puta não parece estar rindo da minha cara?!

domingo, 27 de junho de 2010

Ricota: agora sem útero!

Semana passada, sexta-feira, finalmente tomei vergonha na cara e fui para a fila do SPDA marcar a esterilização da Ricota, a cachorra-monstro. Para quem não sabe, a cadelinha do inferno já destruiu mais coisas aqui em casa do que todos os meus outros cachorros juntos e, segundo a veterinária, a esterilização tem grande chance de acalmá-la.

Sai de casa de madrugada e cheguei no trailer da SPDA, na praça Padre Miguel, às 5:00h. Já havia 18 pessoas na fila. Fiquei de molho lá até umas 11:00h, quando finalmente consegui marcar a castração da bichinha, que foi realizada na quinta-feira passada.

A operação de castração levou a manhã inteira, tempo em que fiquei batendo papo com a mulherada da terceira idade que tem dúzias de animais em casa. Por volta de 12:30 a cachorra finalmente foi liberada, completamente anestesiada, parecendo um boneco de pano. O Velho fez a gentileza de nos levar em casa e passar no Pet Shop para comprar os medicamentos.

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Já se passaram 3 dias desde a operação e a cachorra ainda não está 100%, tem comido pouco e estado muito amuada. Ontem (sábado), ela deu um trabalho danado para trocar o curativo, estressando todos aqui em casa. Nosso medo foi de que ela acabasse comprometendo seriamente sua operação enquanto se debatia como se alguém quisesse matá-la. Após essa luta, ela ficou muito abatida e não se recuperou até agora. Confesso estar preocupado com a sua saúde, visto que já tive uma experiência péssima no ano passado com o Saci.

Vou passar a madrugada por aqui, vigiando para ver se ela dá sinais de melhora. Daqui a pouco tenho que acordar a Dani para me ajudar a trocar mais uma vez os curativos, torcendo para que dessa vez o bicho dê menos trabalho.

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Nokia 5530 XpressMusic

Neste mês finalmente adquiri um Smarphone, algo que já queria há tempos para controlar a presença dos alunos no Mochón e no Alcides. Como, naturalmente, não tenho bala na agulha para comprar um iPhone, peguei um modelo custo/benefício da Nokia. Eis minhas impressões sobre o aparelho.

Vantagens:
  • O preço: paguei R$ 538,00 na FastShop, uma verdadeira bagatela para um Smarphone touchscreen.
  • O sistema operacional é o Symbian, que possui uma vasta oferta de aplicativos utilíssimos para serem usados no dia-a-dia.
  • Quickoffice: uma suíte que permite criar e editar documentos do Word, Excel e PowerPoint. Por si só, já vale cada centavo do aparelho, é a minha principal ferramenta de trabalho no celular.
  • Wi-fi eficiente, fácil de usar e configurar.
  • Com uma conta do Nokia OVI, é possível manter a lista de contatos num site da Internet. Quando o celular faz a sincronização, também atualiza a agenda online. Sem dúvida, um recurso muito interessante.
  • O aparelho é pequeno e leve, algo raro nos Smartphones.
  • Já vem com cartão de 4Gb, o que gera ainda mais economia.

Desvantagens:
  • A bateria dura pouco, especialmente se usar a rede wi-fi.
  • O processador é um pouco lento, certos aplicativos demoram alguns segundos para serem iniciados.
  • A qualidade da câmera, mesmo sendo de 3,2 megapixels, deixa a desejar.

Comparando os prós e os contras, no meu caso, o aparelho atendeu a todas as necessidades. Já comecei a fazer a chamada dos alunos pelo celular e o processo ficou bem a contento, apesar de eu ter certa dificuldade devido a minha baixa visão.

Informações do aparelho no site da Nokia

terça-feira, 15 de junho de 2010

Algo entre virose e dengue

Depois de toda a pauleira da semana passada, nada mais natural do que ver refletidas no corpo as consequências do excesso de trabalho. Além da estafa e estresse costumeiros, dessa vez fui acometido por moléstia misteriosa que me causou mal-estar, cansaço, dores de cabeça e de estômago.

Os sintomas começaram terça-feira passada (8), mas só na quarta tomei vergonha na cara e fui ao UPA fazer uma consulta. Quase três horas de espera, já com a bunda quadrada, o doutor me condenou a beber um litro e meio de soro. Estava um frio imoral dentro da unidade, ainda na metade do primeiro frasco eu já estava aflito e decidido a ir embora. Minha sorte foi que uma enfermeira muito gentil (e prática) encurtou meu sofrimento espetando uma agulha nº 18 no meu outro braço, de modo que fiquei recebendo dois frascos de soro simultaneamente. Eu nunca tinha visto isso, nem Dani, que não pôde deixar de registrar a cena esdrúxula:

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Nesse meio tempo analisaram meu exame de sangue, que indicou um número um pouco baixo de plaquetas, podendo assim configurar um caso de dengue. O médico me deu uns dias para ficar em casa e ver o que viria a seguir.

De quinta para cá eu melhorei bastante, hoje já posso considerar que estou inteiro. Certamente não foi dengue, mas uma virose muito braba que me pegou. Infelizmente, competência e dedicação parecem ser descontadas em nosso sistema imunológico.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Oficina apresentada. Sucesso!

Depois dos últimos ajustes na manhã de terça, pudemos apresentar nossa oficina com surpreendente sucesso. Apesar dos alunos não estarem muito seguros - algo perfeitamente normal, posto que nunca haviam apresentado um seminário antes - todos demonstraram grande entusiasmo e participação, elementos essenciais para o sucesso de qualquer trabalho.

Os repórteres chegaram por volta das 9:00h, filmaram as oficinas e entrevistaram alguns alunos. À tarde, Dani e eu finalmente fomos à academia e tivemos uma noite de descanso. Na quarta-feira, repórteres da Rede Record também vieram fazer uma matéria, ocasião em que repetimos as apresentações, com o mesmo sucesso do dia anterior. Seguem as fotos do evento:

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Reportagem exibida na Rede Brasil: